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«18 de Janeiro: Os 85 anos de EDUÍNO DE JESUS»

<img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/67/67398930a56fbc1a709551dc96a6f67c&w=420&sx=0&sy=0&sw=257&sh=363&q=75" /><br /><em><strong><br />Eduíno de Jesus</strong></em>, poeta, ensaísta, homem intelectual e da cultura, açoriano do mundo, é também o amigo gentil, elegante e generoso; a pessoa muito querida e especial.<br /><br />Hoje, dia 18 de Janeiro, comemoramos o 85º aniversário do Eduíno de Jesus nascido nos Arrifes, Ilha de S. Miguel, Açores (1928). Nesta data natalícia, juntamos a nossa voz à de tantos outros amigos que o cumprimentaram ao longo do dia e abraçamo-lo fortemente, com todo o afecto, carinho  e muita alegria.<br /> <br />Assinalamos mais este ano da  sua vida lembrando a  trajetória biográfica e apresentando um poema da sua profícua produção poética que tanto admiramos.<br /><br />O mestre e poeta Eduíno de Jesus concluiu os seus estudos secundários nos Açores e partiu para o Continente instalando-se, primeiramente, em Coimbra e depois em Lisboa, onde reside com a sua mulher Hélia. <br />No continente, Eduíno foi professor do ensino primário e secundário, docente na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Regeu a cadeira de Teoria da Literatura na Universidade Nova de Lisboa e durante mais de 20 anos lecionou diversos cursos e seminários no Departamento de Língua e Cultura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Eduíno faz parte do Conselho de Directores da <em>Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura Verbo</em> e é colaborador da <em>Enciclopédia de Literatura Biblos</em> e do<em> Dicionário Cronológico de Autores Portugueses</em> do Instituto Português do Livro e da Leitura, e do <em>Grande Dicionário Enciclopédico Ediclube</em> (na parte do Léxico). Publicou três livros de poesia: <em>Caminho para o Desconhecido</em> (1952); O Rei Lua (1955); <em>A Cidade Destruída durante o Eclipse</em> (1957) e em 2005 a Imprensa Naciona -Casa da Moeda, editou o livro <em>Os Silos do Silêncio</em>, reedição selecta e refundida destas três colectâneas poéticas. Também publicou a peça de teatro <em>Cinco Minutos e o Destino</em> (1959). Tem centenas de artigos dispersos em revistas e suplementos culturais. Diz-nos Onésimo Almeida (posfácio <em>Os Silos do Silêncio</em>) que " Se não existe uma história da Literatura açoriana, Eduíno de Jesus escreveu para ela alguns capítulos fundamentais em prefácios ou posfácios (verdadeiros estudos para livros dos poetas açoriano António Moreno, Pe José Jacinto Botelho), Armando Côrtes-Rodrigues, Virgílio de Oliveira e Madalena Férin" (p. 355).<br /><br />Parabéns, querido Eduíno de Jesus!<br />Muita saúde e muitos anos de vida.<br /><br />Lélia Pereira Nunes - Irene Maria F. Blayer<br /><br /><br />18 de janeiro de 2013<br /><br /><br /><br /><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/b8/b846247d0fb9dc87f11e5c5ac3a137b5&w=420&sx=0&sy=0&sw=346&sh=336&q=75 " /><br />(Artur Bual,pintura acrílico, 1972)<br />

POEMA DO AMOR DESESPERADO
           Eduíno de Jesus

Espera um pouco (até que o amor de todo nos destrua!)
Amanhã, amanhã é que esta história há-de ser contada.
Então, da nossa vida e amores, não haverá mais nada
Do que um fantasma branco balouçando à lua.

Mas é agora que tudo é verdadeiro. Amanhã, quando
Não houver de nós ambos nem o nome escrito
Em letras de pedra numa pedra num canto do mundo,
Nina, quem saberá o que foi o nosso amor profundo?
O nosso amor maldito?
O nosso amor tão grande?

É preciso, é preciso dar notícia aos grandes profetas do futuro!
(Não vão depois dizer que o nosso amor era pecado…)
Não havia nenhum muro, e para trazer calado
O mundo, é que os dois, a pedra e lágrimas, levantámos a
[enorme e intransponível sombra deste muro!

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In: “O Futuro em Anos-Luz”, Antologia de Poesia Portuguesa.
           Valter Hugo Mãe, org. Ed.Quasi,Porto, 2001