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Adelaide Sodré, “Romantismo” – Olegário Paz

<br />AÇORIANIDADE 142<br /><i><br />PorqueHojeEhSabado<br /></i>2013.03.09<br /><br /> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/d6f/d6f142d2f8299b5652fc9f182a9578191.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

[Adelaide Sodré, “Romantismo”. Jesus Christ SuperStar, “I don’t know how to love him”]

Adelaide Sodré, "Romantismo" - Olegário Paz
(Henri Matisse 1869-1954 Young Sailor)

Romantismo

Era uma vez um marinheiro altivo,
Aventureiro e destemido e forte,
Que impassível olhava o mar esquivo,
Que nem receio tinha à própria morte!

Da calmaria dôce jaz cativo
O barco airoso, esp’rando a boa sorte
Ao velame enfunar, de novo activo,
Ao soprar da rajada sã do Norte.

Ele aguarda sereno. Subtilmente,
Uma estranha canção, aérea, ardente
Vem despertá-lo. Escuta… Olha em redor…

Mas ao vê-lo, a sereia enamorada
Esconde-se no mar inviolada…
– E o Marinheiro enlouqueceu de amor.

 

 

Adelaide Sodré,
Sonetos,
Angra do Heroísmo, Livraria Editora Andrade, 1937.

Adelaide Sodré (1903-?), bancária, enfermeira, freira, natural da cidade de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, residiu e trabalhou na terra natal, na cidade do Funchal, Madeira, e em Paris onde terá falecido.