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Adelina Costa Nunes, “Trindades” (c/áudio) – Olegário Paz

<b>Açorianidade - 193 </b><b>[</b>Adelina Costa Nunes, "Trindades". Norberto Macedo, "Emília"].<b></b><br /><br /><br /> <div><br /></div> <div><br /></div>

TRINDADES  

Parou a faina alegre, a camponesa
Chama e recolhe as aves, pois, contente
Ouve das vacas o chocalho e sente
Chegada a hora do cavaco à mesa.

Na humilde casa, já a lareira acesa
Parece a chama dum amor ardente
Os corações unindo fortemente
Num singelo viver de sã beleza.

Um último reflexo de luz beja
A branca torre da pequena igreja,
Onde as Ave-Marias soam brando.

E a voz do bronze é como a voz de Deus,
Descendo, numa bênção, lá dos céus,
E uma santa alegria aos lares dando.

Adelina da Costa Nunes,
Ao longo da jornada,
Horta, Edição da autora, 1975.

Ana Adelina Bettencourt da Costa Nunes (1892-1977) professora, poeta, natural da cidade da Horta, ilha do Faial, aí residiu, trabalhou e veio a falecer.