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António Maia: O Figueiredo (Com áudio) Olegário Paz

<div>AÇORIANIDADE 225                            PorqueHojeEhSabado 2015.02.14<br /></div> <div><br /></div> <div> <object height="20" width="500" data="http://programas.rtp.pt/swfjs/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/441/44109151b25e59f3ed4a53097f9864961.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://programas.rtp.pt/swfjs/player/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object> <br /></div>

Um dandy velho, todo enfatuádo,

De gran chinó, bigode retorcido,

Com bons pós de sapato mui tingido…

(Oh! que chinélo tão bem engraixado!)

De rubicundo rosto enamorado,

De olhar brilhante, sempre enternecido,

D’ar sorridente, alegre; possuído

Do seu papel – janota, assucarado!

Tal é o nobre e rico D. João,

Que pelos bailes anda, satisfeito,

Dizendo ás bellas: «tenho coração”…

Tem ainda d’amorr repleto o peito;

Arrota vis fumáças de leão,

Mas é no fundo um asno tão perfeito!

(P. D. 1886)

A. C. de Faria e Maia,

Ephemeros – últimos versos da mocidade, Ed. do autor, Coimbra, 1901.

Maia, António Cardoso Machado de Faria e (1853-1930 ), poeta, articulista, natural da cidade