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António Teves, “Lisa” e “De rosas” (C/áudio) – Olegário Paz

AÇORIANIDADE 179 <br /><br />PorqueHojeEhSabado<br />2014.01.25 <div><br /></div> <div><br /> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/6c8/6c800fe2fa2856e23fdd8b55168e7a7a1.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object> </div>

Açorianidade – 179 [António Teves, “Lisa” e “De rosas”. Tributo, “Num verso de amor”].

[Lisa]

 Lisa
 a voz da tarde adormeceu 

 por entre os teus cabelos 
 de oiro e açafrão…   
 … e no teu peito 
 amplo 
 de âmbar e 
 abandono, 
 a espera da fala, 
 da minuciosa fala 
 da língua e do beijo 

[De rosas]

De rosas 

foi a tua boca 
breve 
sobre o meu peito enamorado 
quando aos lábios do meu abraço 
abandonaste 
as águas 
dos teus membros 
e o pólen dos teus cabelos.   
Órfãos 
pela noite singrámos 
num leito de estrelas 
e de escombros 
até que loira, 
maternal, 
a alba nos aquietou os corpos, 
brancas praias 
extasiadas, 
em trança saciadas 
de azul e de infinito

António Teves,
Dois poetas e um pintor, Ponta Delgada, Artes e Letras, 2010.

António Fernandes Gil de Teves (1954), pianista, professor, natural de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, trabalha em Lisboa e na cidade natal, onde reside.