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Auto de la Sibila Casandra: ACTO CUARTO [Fragmento] GIL VICENTE (*)

(*)<i>Gil Vicente (1470-1536) Auto de la Sibila Casandra. Versão de Ana Zamora (2003). Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.<br /><br /></i><br /> <br />  Imagem: Auto de la Sibila Casandra,encenação de Ana Zamora,2004         <img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/6b/6b78bdfb2a9fed9f67122f5ca56cf9e5&w=420&sx=0&sy=0&sw=450&sh=299&q=75" /><br />

ACTO CUARTO [Fragmento]

Suenan campanillas. Introducción instrumental vihuela. MÚSICOS 1 y 2 salen con alas llevando la estrella y tocando la flauta.

ANJOS

Ro, ro, ro…
Nuestro Dios y Redentor,
¡no lloréis, que dais dolor
a la Virgen que os parió!
Ro, ro, ro…

SALOMÓN

¡Ha, pastor!
Qu’es nacido el Redentor.

Zagala, levanta d’ahí,
que grande ñueva es venida:
que es la Virgen parida,
a los ángeles lo oí.
¡Oh, qué tónica acordada
de tan fuertes caramillos!

CASANDRA

Cata que serían grillos.

SALOMÓN

Juri a ños
que eran ángeles de Dios!

[…]

Nota: O texto trata-se de um fragmento (em
verso) extraído do “Auto de la Sibila Casandra” uma das peças do dramaturgo português Gil Vicente escritas em espanhol. É uma obra que tem uma grande significância por sua beleza literária e muito especialmente nesta época que celebramos a chegada do Deus-Menino.
Aqui inserido numa contribuição à “nossa quadra natalina” da Professora Rebeca Hernandez, Àrea de Gallego y Português, Depto.De Filologia Moderna,Faculdade de Filologia,Universidad D Salamanca,Espanha.

Nota: