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Cem Anos do pintor WILLY ALFREDO ZUMBLICK
        – 26 de Setembro de 2013 –

Cem Anos do pintor WILLY ALFREDO ZUMBLICK – 26 de Setembro de 2013 –

<img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/82/8201f8de17f79799c648e7c889e7a081&w=420&sx=0&sy=0&sw=800&sh=684&q=75" /><br /><br />Hoje, é o Centenário de Nascimento do artista plástico Willy Zumblick,o mais açoriano dos nossos pintores, por isso o Blog Comunidades não poderia deixar de <br />homenagear  o catarinense de Tubarão que fez do pincel a pena e escreveu em tintas a história cultural de Santa Catarina e fez da Festa Espírito Santo, da Bandeira do Divino - a maior referência da herança açoriana em Santa Catarina - uma presença constante em sua obra.<br />Salve, os 100 Anos de Willy Zumblick!<br /><br />Lélia Pereira Nunes -Santa Catarina, Brasil <br />Irene Maria Blayer - Ontário,Canadá

Willy Zumblick, o retrato de sua arte
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Lélia Pereira da Silva Nunes

Tubarão em festa celebra o centenário de nascimento de Willy Zumblick, o filho ilustre que, como um vendaval da palheta, por setenta e cinco anos, numa sinfonia de cores, exuberância de luz, paixão pela terra, pelo ser humano, pintou muito, intensamente, encantando-nos com a magia de sua arte. “Quantos metros quadrados de tela ele já cobriu com as suas imagens e temas?” Perguntou-lhe, Guido Mondin, artista plástico e político gaúcho, em setembro de 1993. Nem Zumblick soube quantificar. O que importa, de fato, é o seu incontestável talento, a sua assinatura inconfundível ao dar vida às formas e personagens, deixando fluir a emoção e nos remeter ao imaginário mítico de sua criação, o que o faz senhor de uma tipicidade singular no panorama da pintura catarinense, inscrevendo seu nome entre os expoentes da arte brasileira.
Como tubaronense tenho o maior orgulho de ser conterrânea de Willy Zumblick e creio que já nasci admirando sua arte, pois desde menina descia “a Rua da Igreja” onde morava, atravessava o trilho do trem e me postava com o nariz colado na vitrine da Ótica Zumblick a contemplar fascinada as suas pinturas.
Como socióloga e estudiosa da Cultura Popular Catarinense encontrei na obra de Zumblick um componente importante da memória coletiva de Santa Catarina. Ao documentar o seu acervo em 1992 e 1993, sob a sua orientação, compreendi o valor inquestionável do artista Willy Zumblick e do cidadão – o “seu Willy”- um universo inigualável que tive o privilégio de conviver.
Verdadeiro patrimônio artístico catarinense – foi cronista do pincel ao registrar fatos históricos de Santa Catarina, ao perenizar o feitio singular do homem, da mulher, da criança e do velho, as tradições e as crenças ancestrais – imagens da realidade absoluta a comungar com o imaginário ou a compor poesia com os pincéis e tintas.
O pintor que com paixão cantou Santa Catarina e fez da “Bandeira do Divino” uma imagem constante na sua obra, o que lhe valeu o título de “Pintor das Bandeiras do Divino.”
Sua arte será sempre de intervenção e respeito à condição humana: do último carijó, do negro escravo, do imigrante e seu legado enraizado e expandido nesta terra de Santa Catarina. O olhar atento alargou-se no desenho da historia catarinense. São telas exemplares da personalidade forte de Zumblick: A proclamação da República Juliana, a prisão de Dias Velho, o fuzilamento do Barão de Batovi, a Saga de Anita Garibaldi, o conflito do Contestado.
Sua arte é o seu retrato fisionômico, sua voz de profunda humanidade e por esta humanidade se fez credor da admiração dos catarinenses e da comunidade de Tubarão
Parabéns Santa Catarina, obrigada “seu Willy”!