Se eu fosse…
Se eu fosse pintora de tela
A óleo, guacho ou aguarela
Ou até mesmo a carvão
Meu auto-retrato pintaria
Com traços longos e finos traçaria
O que me vai no coração!
Se eu fosse ave solta
Por esses céus sem fim
Pardal ou até Gaivota,
Ou outra ave qualquer
Outro destino teria
E bem mais feliz seria
Do que ser uma mulher!
Se eu fosse espuma do mar
Onda que rebenta na areia
Concha, búzio ou Lua Cheia
Nestes meus versos a rimar
Outra história iria contar
Mais bonita, menos feia
Como conto de sereia!
Mas quem sou eu?
Eu sou apenas aquela…
Igual, a outras mais,
Uma “Florbela”, perdida
Entre os demais mortais!
Chica Ilhéu, in Os meus Poemas,
Angra do Heroísmo, ed. da autora, 1996.
Chica Ilhéu é pseudónimo de Silva, Maria Francisca Sousa da Silva (1950), manufatora, poeta, natural e residente na cidade de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.
Vieira Da Silva, Lisbon 1908, elle prendra la nationalité française en 1956. Elle dirigera l’école de Paris et accueillera un de mes peintres préférés Nicolas de Stael. Elle redonnera des perspectives à cette peinture moderne qui n’en voulait plus et optera pour des dessins et peintures en patchwork, suite aux fortes influences du peintre urugayen Joachim Torres Garcia qui l’initiera à "l’abstraction géométrique