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Domingo na Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP:cada fim é um novo começo.

Domingo na Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP:cada fim é um novo começo.

<span style="color: #000000; font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11.199999809265137px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: 14px; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; display: inline !important; float: none;">Última Mesa da FLIP em Paraty já é uma tradição:<br /> Livro de Cabeceira com os convidados: Jerome Ferrari, John Banville, Laurent Binet, Lydia Davis, Tobias Wolff, Daniel Guerra e Mamede Mustafa Jarouche.<br /><br /><br /><br />Fotos: Danilo Verpa/Folhapress<br /></span><br /><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/bf/bf11a1eda27d34e6a2c685bc19a5ab40&w=420&sx=0&sy=0&sw=635&sh=306&q=75" /><br />

Domingo na Flip: cada fim é um novo começo

Numa conversa com jornalistas durante a Flip, Gilberto Gil foi categórico. “A gente aprende ao longo da vida a não ter resoluções completas, costumo dizer que cada solução é um novo problema. O homem velho tem a capacidade de entender que as coisas não chegam ao fim.”

Foi tão bonito, e poucas coisas expressam tão bem nosso espírito neste fim de Flip. Quando a festa termina a vida recomeça. Os projetos do educativo da Flipinha, as bibiliotecas da cidade, a equipe de São Paulo… Tudo volta ao seu lugar, mas com algo diferente. “Voltar quase sempre é partir para um outro lugar”, já cantava o Paulinho da Viola.

Ensolarado e festivo, o domingo fechou com chave de ouro os cinco dias e os mais de cem eventos da Flip 2013. Flip, Flipinha, FlipZona, FlipMais, Festas de Paraty. Houve música, política, arquitetura, cinema… e muita (!) literatura.

O dia começou com a terceira mesa sobre a obra de Graciliano, assistiu ao encontro de Jerome Ferrari com Daniel Galera , à discussão sobre questões sobre literatura e revolução com Vladimir Safatle, Milton Hatoum e Mamede Jarouche. O ensaio como gênero literário foi o tema da mesa que reuniu Geoff Dyer e John Jeremiah Sullivan e encerrou-se com a já tradicional Mesa de Cabeceira, em que autores leem trechos de seus livros prediletos

Quando a noite já caia a Banda Santa Cecília e o Bloco de bonecos do Arrastão do Jabaquara, representantes de peso da melhor tradição paratiense, sairam pela cidade pondo todo mundo para dançar. A festa dava seus últimos suspiros.

Na coletiva de encerramento, havia uma sensação de dever cumprido. Muita alegria e uma certeza: no ano que vem tem mais. Que venha a 12ª Flip!

Texto da Comissão Organizadora da Associação Casa Azul – Assessoria de Comunicação Social