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…ET OMNIA VANITAS -César Rodrigues – (c/áudio) Olegário Paz

Açorianidade - 214 [CésarRodrigues-EtOmniaVanitas_Stein-MeditationShuffle]<br /><br />PorqueHojeEhSabado<br />2014.11.29<br /><br /><br /> <object height="20" width="500" data="http://programas.rtp.pt/swfjs/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/a6f/a6fdac72a40341e69e7c2637678835df1.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://programas.rtp.pt/swfjs/player/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

…ET OMNIA VANITAS

Não é da Índia ao cortejo magestoso,
Com o sopro dos ventos confundido,
Que o ‘spirito meu, livre, distrahido,
Um dia unir-se, irá, silencioso.

Nem à Ilha longínqua, misteriosa,
Dum outro ser na essência transformado;
Nem do Christo ao ideal tão sublimado –
– Essa estancia das almas luminosa!

A paz, a eterna paz tão desejada,
Não t’a dar… a força despertada,
Ao toque de fetiche aurifulgente;

E só a terás, alma decahida,
Na nevoa vaga, a nevoa indefinida,
Do Nirvana – o asylo transcendente!

António César Rodrigues
Sonetos,
Artes Gráficas, Ponta Delgada, 1920

António César Rodrigues (1858-1946), médico, poeta, nasceu a bordo dum veleiro em viagem do Funchal para Georgetown, residiu no reino Unido, em Lisboa e em Vila Franca do Campo, ilha de S. Miguel onde trabalhou e veio a falecer.