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Filomena Serpa, “Saudade” – Olegário Paz (c/áudio)

Açorianidade – 158 [Filomena Serpa, “Saudade”. Tributo-S. Jorge, “Saudade sem fim”]<br /><br /><i>PorqueHojeEhSabado</i> 2013.06.29<br /><br /> <div><br />PS - Com Filomena Serpa o<i> PorqueHojeEhSabado</i> dá férias aos leitores / ouvintes com votos de um bom Verão.<br /><br /></div> <div><br /></div> <div><br /></div> <div><br /></div> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/df3/df3848bd564a9c3910edb7cd501b18261.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

SAUDADE

A vibração suave da alegria
Passa no coração tão velozmente,
Quasi, como o relampago fulgente
Que corta rapido a amplidão sombria…

A dor, que em transes vivos d’agonia
Tortura o peito que profunda a sente,
A própria dor, esvai-se lentamente…
Vai-a gastando o tempo, dia a dia…

Há um sentir, porem, que, mais duravel,
Que o prazer e que a dor – acre e inefavel –
Sobrevivendo a todos a alma invade:

Esse sentir… é como que uma essencia
Das flores que nos murcham na existencia…
Morre connosco… e chama-se – Saudade!

Filomena Serpa,
Os Açores: revista ilustrada,
Ponta Delgada, Dezembro, 1928.

Filomena Furtado Serpa (1861-1930), poeta, natural da vila das Velas, ilha de S. Jorge, residiu na terra natal e na cidade da Praia da Vitória, ilha Terceira onde veio a falecer.