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Guilherme Cabral, “Hymno do Espirito Santo” – Olegário Paz (c/áudio)

<p> </p> <p><b>Açorianidade - 152 </b>[Guilherme Cabral, "Hymno do Espirito Santo", Grupo C. das Lajes do Pico, "Hino do Espírito Santo"] <br /><i><br />PorqueHojeEhSabado<br /></i>2013.05.18</p> <p> </p> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/9ac/9ac8a73b026bbf1e4be4252a3d95ba231.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

Guilherme Cabral, "Hymno do Espirito Santo" - Olegário Paz (c/áudio)

HYMNO DO ESPIRITO SANTO

 

POR OCASIÃO DA REPARTIÇÃO D’ESMOLAS

 

Alva pomba, que meiga appar’cestes
Ao Messias no rio Jordão;
Estendei vossas azas celestes
Sôbre os povos do órbe christão. 

CÔRO 

Vinde! oh vinde! entre nuvens de gloria,
Entre os anjos e bençãos d’amôr:
Entre os cantos d’eterna victoria
Que os ch’rubins Vos elevam, Senhor!

Quem aos pobres, seus braços estende,
Quem seus hombros encobre á nudez;
Cá no mundo, a ventura lhe rende,
E no céo, gloria eterna, talvez!

CÔRO

Vinde! etc.

Opulento! Entre-abri vosso cofre:
Se trasborda, é que tende de mais.
Vosso irmão tem de menos, e soffre,
Nada goza, e é só vós que gozaes.

CÔRO

Vinde! etc.

 Acudi com estas off’rendas,
Offertae-lh’as em nome de Deos;
Talvez sejam as unicas sendas
Que conduzam ao reino dos ceos. 

CÔRO

Vinde! etc.

Vinde irmãos! vinde todos, contrictos,
Uma esmola d’amôr offertar:
É dever consolar os afflictos,
E dos pobres, a fome matar.

CÔRO

Vinde! etc.

Traga rosas e ramos de louro,
Quem esmóla melhor, não tiver!
Pobre embora; esta offerta é thesouro,
Ganhará o brasão d’esmoler!

CÔRO

Vinde! oh vinde! entre nuvens de gloria,
Entre os anjos e bençãos d’amôr:
Entre os cantos d’eterna victoria
Que os ch’rubins, Vos elevam, Senhor!

 

 

Guilherme Read Cabral,
Em Pleno Atlantico,
Ponta Delgada, Tip. Açoriana, 1879.

 

 Guilherme Read Cabral (1821-1897), funcionário da Alfândega, político, poeta, natural de Portsmouth, Inglaterra, residiu e trabalhou nas cidades de Funchal (Madeira), Horta (ilha do Faial) e Ponta Delgada (ilha de S. Miguel) onde veio a falecer.

 

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