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J.M. Ornelas do Rego: Fui nado num vulcão (Som) Por Olegário Paz

AÇORIANIDADE 242 PorqueHojeEhSabado 2015.06.13

Nossos avós noutros tempos

Também sofreram horrores

Era a chuva eram os ventos

A febre a peste dos tremores

A nossa casa abateu

Ó pai não há-de ser nada

Com o meu trabalho e o seu

Ela há-de ser restaurada

Minha pobre mãe coitada

Farta de tanto lidar

Não ficou desanimada

E pôs-se logo a trabalhar

Meu irmão que estás la fora

Também sofreste comigo

Vem ajudar-nos agora

Nós sempre contamos contigo

Eu fui nado num vulcão

No meio das ondas do mar

Mas não tenho medo não

Pois Deus há-de me ajudar

Letra e música de J. M. Ornelas do Rego



(Inéditos)


Rego, João Maria Diniz Ornelas do (1944), professor aposentado, ativista cultural, músico amador, natural de Angra do Heroísmo. Trabalhou na Praia da Vitória, em Almada, em Castro Marim e em Monte Gordo. Reside no Algarve.