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João Silveira, “As Lavadeiras” — Olegário Paz (c/áudio)

João Silveira, “As Lavadeiras” — Olegário Paz (c/áudio)

AÇORIANIDADE 156<br />PorqueHojeEhSabado 2013.06.15<br /><br /> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/7e8/7e8a6042620ad0afc147a7f3ddaa57751.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

AS LAVADEIRAS
(Ao meu colega Manuel T. Correia)

MOTE

O melro vem de mansinho
Sobre um salgueiro escutar
Os cantos das lavadeiras
Que estão no rio a lavar.

GLOSA

Quando o sol no horizonte
Desponta, devagarinho…
P’rá orla do salgueiral
O melro vem de mansinho.

As vozes das raparigas,
Que além estão a lavar,
Vem a voar, asas negras,
Sobre um salgueiro escutar.

Falam d’amor, de pesares,
D’ingratidões, de canseiras,
De penas e d’infortúnios

Os cantos das lavadeiras…
E o merlo escuta de longe
O tão dolente cantar
D’essas gentis raparigas
Que estão no rio a lavar.

João dos Santos Silveira,
Poemas,
Ponta Delgada, Barbosa e Xavier, L.da, 1984.

Açorianidade – 156 [João Silveira, “As Lavadeiras”. Eugénia Lima, “Coração não Chores”]
João dos Santos Silveira (1912-1980), professor, bibliotecário, poeta, natural de Caveira, ilha das Flores, trabalhou na freguesia de Ponta Delgada e na vila de Santa Cruz da ilha natal e na cidade de Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, onde faleceu.