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José Nunes da Ponte, “Rachel” – Olegário Paz (Com Áudio)

<div>AÇORIANIDADE<br />154 PorqueHojeEhSabado<br />2013.06.01<br /><br /></div> <div><br /></div> <div><br /></div>   <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/ffd/ffd0dfcefe95c9d806921b8295beb6a51.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

É posto o sol; a candida pastora,
A biblica Rachel do amôr estranho,
Vagava entre as ovelhas do rebanho
Como entre nuvens voga a luz da aurora.

Jacob via-a de perto como outr’ora
Era licito ver-se um bem tamanho;
Ella fitava o olhar negro-castanho
No ceu, onde o mirava a toda a hora.

No entanto, cada qual amargurado
Como um pranto fatal de Jeremias,
Calculava o momento desejado.

Tinha corrido um anno d’agonias.
«Seis annos inda!» – exclama o desgraçado…
«Labão volveu-me em seculos os dias!»

José Nunes da Ponte,
Ondulações,
Coimbra, Imprensa Academica,1879.