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Lurdes Cordeiro, “RECORDAÇÕES” – Olegário Paz (C/áudio)

<br /> <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"> <tbody> <tr> <td valign="top" width="288"><b>AÇORIANIDADE</b><br /><br /> <b>153</b><br /><br /></td> <td valign="top" width="288"><b><i>PorqueHojeEhSabado</i></b><br /><br /> <b>2013.05.25</b><br /><br /></td> </tr> </tbody> </table> <br /><br /><br /> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/77c/77ca18bb9a712f4076eca87668489d541.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object> <br />

 

Pergunto à minha caneta

Que devo eu escrever?

– Usa a minha tinta preta

Que está aí na gaveta

Para as horas de lazer! –

E o papel imponente

Estende-se à minha frente

Com linhas até de mais

Usando a sua perícia

Diz baixinho com malícia

– Em linhas horizontais

Fala daquela saudade

Que tu costumas sentir

O carinho e a lealdade

A partilha da verdade

Para quem gosta de ouvir. –

E com a fronte na mão

Ideias em turbilhão

Vejo a minha mocidade

Vejo família e amigos

Que hoje estão repartidos

Por outras comunidades.

Uma lágrima rolando

Desceu até ao papel

Para selar a amizade

O amor a saudade

Que às vezes é cruel!

 

(1991)

Lourdes Cordeiro,

Inédito.


Maria de Lourdes Sardinha Alves Cordeiro (1939), doméstica, animadora cultural, natural do lugar de Covoada, freguesia da Relva, ilha de S. Miguel, reside e trabalha na terra natal.