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Mia Couto vencedor do Prêmio Luís de Camões 2013.

Mia Couto vencedor do Prêmio Luís de Camões 2013.

No Ano de 2012 o vencedor do Prêmio Luís de Camões foi o escritor brasileiro o curitibano Dalton Trevisan, considerado um dos maiores contistas contemporâneo do nosso País. O autor foi escolhido por unanimidade pelos jurados da 24ª edição do prêmio. Segundo o júri, Trevisan significa “uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra”. Aos 87 anos, o contista é o 10º brasileiro a receber a honraria e agora entra para o hall de autores clássicos como José Saramago, Rachel de Queiroz, João Cabral de Melo Neto. <br /><br />No Ano de 2013 o vencedor foi Mia Couto, o escritor moçambicano, de grande e reconhecida produção literária. <br />O Blog Comunidades saúda o ilustre escritor por significativo Prêmio, uma homenagem e grande reconhecimento de sua arte literária.<br />Parabéns!<br />5 de Junho de 2013<br />

Prêmio Luís de Camões
O escritor moçambicano Mia Couto é o vencedor do Prêmio Luís de Camões 2013. A escolha do júri, na tarde desta segunda-feira (27), foi por unanimidade. Sua obra literária é extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas. Mia Couto é o autor africano de língua portuguesa mais traduzido. O prêmio foi instituído em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal.

Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, e é um dos principais escritores africanos, comparado a Gabriel Garcia Márquez, Guimarães Rosa e Jorge Amado. Seu romance Terra Sonâmbula foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.

“Com uma enorme capacidade inventiva e amor pelas pessoas simples, e atenção às coisas esquecidas, Mia Couto tem personagens apaixonantes”, comentou a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

Para o embaixador Alberto da Costa e Silva, houve consenso desde o início. “É um autor de grande aceitação crítica no Brasil, em Portugal e nos países africanos. Sua literatura é cheia de imaginação e de estima pelas diferenças culturais”.

Segundo o angolano José Eduardo Agualusa, a obra singular de Mia Couto tem “grande criatividade lingüística inspirada no falar das populações mais pobres de Moçambique e ultrapassou fronteiras, inclusive influenciando escritores mais jovens, traduzido para quase 30 línguas”.

A escolha deste ano foi feita no Palácio Capanema, Rio de Janeiro. O júri foi formado por Clara Crabbé Rocha e José Carlos Vasconcelos (de Portugal); Antônio Alcir Pécora e Alberto da Costa e Silva (do Brasil) e João Paulo Borges Coelho (de Moçambique) e José Eduardo Agualusa (de Angola).

Prêmio

O Prêmio Luís de Camões foi instituído em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal com o objetivo de estreitar os laços culturais entre os países lusófonos, através da premiação de seus escritores mais ilustres. Com um valor equivalente a €100.000,00 (cem mil euros), esta premiação é o resultado da contribuição do Brasil e de Portugal. No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional é a responsável do Ministério da Cultura pela organização do Prêmio.

Conforme o regulamento do concurso, a Comissão Julgadora compõe-se de seis membros designados pelo Ministro da Cultura do Brasil e pelo Secretário de Cultura de Portugal. A reunião ocorre alternadamente em Portugal e no Brasil com uma Comissão Julgadora composta por 6 jurados, sendo 2 de Portugal, 2 do Brasil e 2 membros do PALOPS (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).

(Texto: Alessandro Soares, Ascom/MinC)