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“Na rota de Nemésio” de Henrique Jorge Segurado Pavão – (c/áudio) Por Olegário Paz

PorqueHojeHeSabado - 110 - 2012.06.02<br /><br />Açorianidade - 110 [Henrique Segurado, "Atlântida". Celtic, "South by sail"]<br /><br /> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/136/136cf71136913815032604e5385718df1.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object> <br /><br /><br /><br /><br /><br /><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/24/240cc7a6d1e10fc187864bebfdaa8684&w=420&sx=0&sy=0&sw=300&sh=225&q=75" /><br /><br />

NA ROTA DE NEMÉSIO
2.º – ATLÂNTIDA?

Foi Nemésio ou foi Quental
Quem m’acompanhou nos passos?
A pé firme no Faial,
Cabe o Pico nos meus braços.

Nove ilhas de meio tamanho
Mas de temas tão diferentes,
No mapa são um desenho
No meio de dois continentes.

Sem estatuetas, sem gestos,
Figuras de solidão,
Da Atlântida são restos
Do Mundo de Platão?

Mais vale um mundo presente
Do que um desaparecido,
Mas a lenda, lentamente,
Acaba por ter um sentido…

Vou de corrente em corrente
Como barco adormecido,
Deitando ferro, imprudente,
Num fundo desconhecido…

Ilha do Pico, 5 de Junho de 2008

 

 

Henrique Segurado,
“Na rota de Nemésio”, Debaixo das Tílias,
Em publicação, edição de autor, 2012 (*).

 

Henrique Jorge Segurado Pavão (1930), jornalista, poeta, natural de Lisboa onde reside. 

(*)Gentileza de Vasco Medeiros Rosa.

Imagem de http://www.descopera.org/wp-content/uploads/atlantida.jpg