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O BALEEIRO
(Para Lourenço da Silva) – Olegário Paz (Com áudio)

O BALEEIRO (Para Lourenço da Silva) – Olegário Paz (Com áudio)

<b><i>PorqueHojeEhSabado</i></b><br />30.11.2013<br /><br /> <div><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/b5/b5d8881f1f07addc8ff60fdb42b69d06&w=420&sx=0&sy=0&sw=1280&sh=740&q=75 " /><br />Pico Island. Russel & Purrington,1848<br />Museu do Baleeiros, Lajes do Pico,Açores.<br /><br /><br /><br /><br />Baleias e Baleiros, do Blog Corisco na California<br />José Maurício Lomelino Alves (1944-2012)<br /></div>

O BALEEIRO
(Para Lourenço da Silva) – Olegário Paz (Com áudio)

Naquele largo
que diziam
ser tão grande
quanto o oceano,
nasceu uma ilha azul.
O vento emergiu do Norte,
veio dos navios
e das névoas
e a lava esculpiu
o Penedo Negro.
A praga do oídio secou
as uvas e até os figos
com cheiro a mar,
repleto
de flores brancas.
Foi então que nasceu
o baleeiro
que veio
com as gaivotas
para ser capitão
das nuvens
no mar imenso
que é o céu
onde permanece
erguido
como o arpão.

Joana Félix,
Palavras que eu disse,

Joana Félix Lopes da Silva (1955), poeta, pintora, natural da cidade de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, trabalha e reside na cidade natal.