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«Orgulho Nacional» uma nota bárbara de Onésimo T.Almeida (*)

«Orgulho Nacional» uma nota bárbara de Onésimo T.Almeida (*)

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11 de Setembro

Ontem também eu fui na onda de entusiasmo que levou milhares de portugueses ao estádio de Foxboro, o dos New England Patriots, que é de repente convertível para futebol. Fica a menos de meia-hora aqui de casa, a caminho de Boston. O nosso Pedro foi o arquitecto de uma excursão de seis – além dele, foram o sogro, o meu irmão e o filho (o Greg), mais o nosso sobrinho (Keith) e este vosso escriba. Tudo agendado há muitos meses e lá fomos jantar em família num dos restaurants do estádio, que foi feito à americana todo envolto num centro comercial. Tiveram que abrir o terceiro anel. Um mar de portugueses e um oceano de brasileiros vindos de todas as bandas. Em Fall River, ao almoço de ontem, o meu irmão encontrou num restaurante uma dúzia de açorianos vindos da Califórnia e outros do Canadá e da Bermuda. No estádio encontrei lusos de New Jersey. E no assent atrás de mim encontrei um português de quem perdera o rasto há trinta anos.

O jogo começou bem, com Portugal a dominar e a marcar. Bons passes, bons dribbles, bonitas habilidades em exibição. Mas os brasileiros empataram e depressa passaram a ganhar mesmo sem dominarem o jogo. A segunda parte foi frouxa e o Brasil voltou a marcar porque trazia na manga um diabrete chamado Neymar e Portugal ficou descalço sem o Ronaldo.
«Orgulho Nacional» uma nota bárbara de Onésimo T.Almeida (*)
O jogo estava anunciado para as 20:30, o entanto horas antes soubemos que começaria afinal às 21h. E começou em ponto. O Keith comentou: a organização deve ter feito de propósito, sabendo que os espectadores eram portugueses e brasileiros e queria-os a tempo no estádio.

As fotos dão uma imagem do predomínio das camisas amarelas nas bancadas. E o barulho nos golos brasileiros carregava o triplo dos decibéis do barulho no golo português. As estatísticas não assinalam tantos brasileiros nas redondezas para produzirem um público daqueles, todavia a explicação é simples: o número de ilegais é enorme. Ninguém, porém, os incomoda, se eles não incomodarem ninguém.

Não percebo como é que há gente que não entende a força do orgulho nacional. Nunca devem ter ido a um jogo intenacional, mesmo amigável como este. E entre países supostamente irmãos.

«Orgulho Nacional» uma nota bárbara de Onésimo T.Almeida (*)