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PONTO de Francisco Coelho Maduro Dias – Olegário Paz

<i> <p align="right"><b><i>AÇORIANIDADE - 093</i></b></p> <p> </p> </i> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/eac/eace2a5c24b9666120b3ca1930b9b2941.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

PONTO de Francisco Coelho Maduro Dias - Olegário Paz

PONTO

Fechando os olhos toda,
numa glória
de luz
-nevaram na verdura
as ondas do vestido –
toda soçobrou na sombra dos loireiros.

Depois,
do nunca mais,
enlevado e aéreo,
hei-de chamá-la:
como a gota de água
abranda e aparta,
com  modos suaves
a trama do linho onde entorpece,
assim
-do tempo já sorvida –
será,
no tempo-escuro,
a que sorriu
e foi, cerrando, os olhos,
um dia descoberto.

 

Maduro Dias,
Atlântida,
Angra do Heroísmo, Gráfica Angrense, Nov. – Dez., 1960.

Francisco Coelho Maduro Dias (1904-1986), funcionário público, pintor, escultor, poeta, viveu em Angra do Heroísmo, onde nasceu e morreu.

 

Image from: http://belladia.typepad.com/photos/uncategorized/2008/08/26/toddlebitsrainydaypaint.jpg