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Praia da Vitória “Outono Vivo 2011 – Lusofonia”***
  Mensagem de Paulo Cordoniz

Praia da Vitória “Outono Vivo 2011 – Lusofonia”*** Mensagem de Paulo Cordoniz

De 27 de Outubro a 6 de Novembro a Praia da Vitória,na Ilha Terceira, viveu momentos de grande efervescência cultural com a realização do Outono Vivo 2011 -Lusofonia.<br />Uma programação diversificada que contou com Exposições: "Construir Culturas" (DR das Comunidades) e "Escritas de Gentes da Lusofonia" (organizada por Álamo de Oliveira); Congresso Internacional do Livro promovido pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros; Conferências, Apresentações Musicais ; a tradicional Feira de Livro e lançamentos de uma dezena de livros.<br /><br />Passados dez dias do seu encerramento cumpre parabenizar a Câmara Municipal da Praia da Vitória,ao Vereador da Cultura Paulo Codorniz e toda sua equipe pelo sucesso grandioso de mais uma edição do "Praia Outono Vivo" que já vai na sua 11ª edição.<br /><br />Para registro  publicamos a mensagem de Paulo Codoniz ditas por ocasião da cerimônia de Abertura e algumas imagens sobre o evento.<br /><br />Lélia Pereira Nunes<br />16 de novembro de 2011<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />

O outono desfolha-se, nesta Praia de Nemésio, numa Vitória festiva das letras, das notas e das cores, das pautas, das paletas e das palavras, de cheiros e sabores, e saberes, com que músicos, poetas e pintores, e atores e autores encheram telas, partituras, e folhas aos milhões, em livros que da terra lusa, a Angola, passando pelo Brasil ou Cabo Verde, pelas comunidades das americanas diásporas nos unem nesta pátria a que Pessoa chamou língua portuguesa.

Por aqui poderemos ver a plástica linguagem lusófona dos artistas locais, ou o mundo que o nosso Genuíno, Fernão de Magalhães, abraçou duas vezes, e podemos ver como se constroem culturas e ler escritas de gentes da Lusofonia. E podemos ouvir mornas e outros ritmos e registos e palavras de poetas, e aprender a gostar de livros e homenagear João Villaret, arauto da pátria língua (que vem do latim).

E na esquina das Ilhas de fogo oculto, recordaremos Silvestre Ribeiro, liberal e humanista pois, antigamente era assim a história e a fotografia dos Açores, com autoritarismo e resistência, mas onde ser pobre não era uma fatalidade pois, contrariamente ao que se diz, Sidónio, ainda vem alguém que, como Nemésio, com a chave da voz abre a vida, com sábias palavras como, certamente, aqui serão trazidas por António Rodrigues, Eduardo Bettencourt Pinto, Luandino Vieira, Pedro Catarino ou Rui Cardoso Martins.

Para que a Cultura seja esta Festa, muito contribuiu o Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Economia, Direção Regional do Turismo, Direção Regional das Comunidades, Direção Regional da Cultura, a Embaixada de Angola e empresas e particulares que connosco colaboraram.

Enalteço, também, a realização aqui integrada do Congresso da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que, certamente, nos abrirá, de futuro, novas janelas de oportunidades para a realização, promoção e engrandecimento do “Praia Outono Vivo”.

E não se esqueçam, a Cultura vive por aqui, neste berço de Vitorino.