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Rolando de Viveiros, “Nocturno” – (c/áudio) Olegário Paz

Rolando de Viveiros, “Nocturno” – (c/áudio) Olegário Paz

AÇORIANIDADE 221  <br />[Rolando de Viveiros, "Nocturno"-Shostakoviche, "Romance"]. <br /><br /><i>PorqueHojeEhSabado </i>2015.01.17 <div><br /></div> <div><br /> <div><br /></div> <div><br /></div> <div><br /></div> </div> <object height="20" width="500" data="http://programas.rtp.pt/swfjs/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/528/528b384752a816a4eb7dc9db0d871fcc1.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://programas.rtp.pt/swfjs/player/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

(Vincent Willem van Gogh 1853-1890)

NOCTURNO

Em pleno campo; em plena Natureza.
Na minha frente, o mar, como horizonte,
um espelhado mar, azul-turqueza;
por detrás, densa fronde e um alto monte.

Ouço, perto, o sussurro de uma fonte,
carpindo melancólica tristeza…
Ao longe, pela aldeia, além da ponte,
ladram os cães de fila, com braveza.

A lua, quase cheia, vai boiando
na vastidão azul e derramando
pela terra bendita o seu clarão…

E eu sinto nesta paz, tão doce e calma,
elevar-se, do fundo da minh’alma,
ao Grande Criador uma oração…

Rolando de Viveiros,
Versos,
Ed. da família, Ponta Delgada, 1979.

Rolando Carlos de Viveiros Avides Moreira (1882-1965), jornalista, dramaturgo, poeta, natural de Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, viveu algum tempo em Inglaterra, mas foi na cidade natal que residiu, trabalhou e veio a falecer.