Sossegada na suavidade
uma confusa ternura
a lágrima contra o brilho
o mundo do efémero.
A ilusão do ser
o abraço de imagens
por onde dormi a noite
com rosas sem destino
O mundo todo é pedra
um vento entre o vazio
um baile de palavras
sorrindo a medo.
Sem sinais de soldados
o intervalo de coisa nenhuma.
Sobre os seios o cansaço
repousa a vontade.
Grutas, desertos, pastagens
no caminho (in)seguro
tropeças em ti,
loucura!
Identidade do olhar
Ponta Delgada, Publiçor, 2011