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Rui Goulart, “A noite”-(c/áudio) Olegário Paz

<b>Açorianidade - 186</b><b>  </b> [Rui Goulart, "A noite". Giacomo Meyerbeer, "Les Patineurs"] <div><i>PorqueHojeEhSabado </i>2014.03.15 </div> <div><br /></div> <div><br /></div> <div><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/cd/cd7bc0f9f26380a74a88c6b80cb00be0&w=420&sx=0&sy=0&sw=217&sh=314&q=75 " /></div> <div><br /></div> <object height="20" width="500" data="http://www.rtp.pt/script/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"> <param name="id" value="player" /> <param name="name" value="player" /> <param name="flashvars" value="file=/mcm/mp3/7f4/7f4ccdf9067f2a0f4b535352b9ed376d1.mp3&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&tracecall=printTrace&" /> <param name="src" value="http://www.rtp.pt/script/player.swf" /> <param name="wmode" value="opaque" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="quality" value="high" /> </object>

A NOITE

Sossegada na suavidade
uma confusa ternura
a lágrima contra o brilho
o mundo do efémero.

A ilusão do ser
o abraço de imagens
por onde dormi a noite 
com rosas sem destino

O mundo todo é pedra
um vento entre o vazio
um baile de palavras
sorrindo a medo.

Sem sinais de soldados
o intervalo de coisa nenhuma.

Sobre os seios o cansaço
repousa a vontade.

Grutas, desertos, pastagens
no caminho (in)seguro
tropeças em ti,
loucura!

Rui Goulart,
Identidade do olhar
Ponta Delgada, Publiçor, 2011 
Rui Fernando Oliveira Goulart (1974), jornalista, natural da freguesia de Ribeiras, ilha do Pico, trabalha em Lisboa e em Ponta Delgada, onde reside.