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Saída: Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto de
    NORMA BRUNO

Saída: Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto de NORMA BRUNO

<br /><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/57/57f11b0d0fc62c56ee8f1e879732e010&w=420&sx=0&sy=0&sw=296&sh=448&q=75" /><br /><br /><br />Nesta noite, de 16 de Outubro, tendo por local o Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa, ocorreu  o lançamento do livro de crônicas<br /><i>Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto</i>, da escritora catarinense Norma Bruno.<br />Na oportunidade, foi aberta uma Exposição,inspirada na renda de bilro e nas crônicas de Norma Bruno, com Fotos de Maria de Fátima Barreto Michels, escritora, poeta e fotógrafa amadora e Graffiti em tela de Thiago Furtado, o Valdi-valdi, designer, empresário e artista plástico. <br />É de autoria de Thiago Furtado o graffiti que ilustra a bonita capa do livro (imagem: renda de bilro graffitada sobre um boeiro nas ruas de Florianópolis).<br /><br />Os cumprimentos cordiais do Blog Comunidades<br />  <br /><br />foto: Rudi Bodanese<br />

Sobre seu livro «Em Cenas Urbanas e Outras nem Tanto»,escreveu a Autora:

Reúno contos e crônicas onde a cidade de Florianópolis é, em geral, cenário, às vezes tema, mas sobretudo, personagem. Me apresento como uma colecionadora de cenas urbanas, os textos baseados nos fatos pitorescos observados em minhas andanças pelas ruas, nas frases ouvidas furtivamente dentro dos ônibus, aqui e acolá. Falo delas como quem mostra, a um amigo, velhas fotos guardadas numa caixa de sapatos.
As personagens são a Ilha e seus tipos: a mulher na janela (a alcoviteira), o nativo em toda sua singularidade, a rendeira e o pescador (personagens cuja essência, ao meu olhar, é mitológica, épica) e a pessoa que passa, envolvida com o que a sua vida tem de miserável, de patético e também de grandioso.
Minha ambição é, quem sabe, um dia, aprender a traduzir a alma do ilhéu, seu jeito singular de sentir, de pensar e de agir, um esforço sabidamente infrutífero, pois a alma do ilhéu não cabe em palavras.

O livro traz a seguinte advertência:

“Muito do que se lê aqui aconteceu, de fato, do jeito mesmo que é narrado; muito mistura realidade e fantasia. O resto é inventado. Mas, a considerar a vasta criatividade humana e as possibilidades que uma cidade oferece, tudo bem que podia ter acontecido…”

Ass: Norma Bruno