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Saída: Menino no Sapatinho de MIA COUTO

Saída: Menino no Sapatinho de MIA COUTO

<i>Era uma vez o menino pequenito, tão minimozito que todos seus dedos eram mindinhos. Dito assim, fino modo, ele, quando nasceu, nem foi dado à luz mas a uma simples fresta de claridade. […] — Cuidado, já dentrei o menino no sapato. Que ninguém, por descuido, o calçasse. Muito-muito, o marido quando voltava bêbado e queria sair uma vez mais, desnoitado, sem distinguir o mais esquerdo do menos esquerdo. A mulher não deixava que o berço fugisse da vislembrança dela […].»  </i>Mia Couto,In: O Menino no Sapatinho<br /><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/33/3337187098f622e1b79116891b1f2f4a&w=420&sx=0&sy=0&sw=301&sh=157&q=75" /><br />O Prêmio Camões 2013,o escritor Mia Couto brinda seus leitores e admiradores com o lançamento, nos primeiros dias de Dezembro, do livro infanto-juvenil “Menino no Sapatinho”,Editoril Caminho .<br /><br /><br /><br /><br />

O escritor Mia Couto lançou no dia 4 de Dezembro em Lisboa o livro infanto-juvenil “Menino no Sapatinho”, baseado num conto publicado em 2001 na obra “Na Berma de Nenhuma Estrada”, agora reescrito com ilustrações de Danuta Wojciechowska.

O “Menino no Sapatinho” é um livro que “joga com um imaginário mitológico cristão e de uma tradição animista” e “critica a sociedade de consumo e, particularmente, um Natal de consumo”, afirmou  a professora de Literatura, Artes e Culturas, Inocência Mata, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, durante a apresentação da obra.
A estória do livro de Mia Couto, Prémio Camões-2013, com ilustrações de Danuta Wojciechowska, começa com o tradicional  “era uma vez”, mas não se trata exactamente de um conto para crianças.

“É um jogo que nós vamos descobrindo, que é um livro para todas as idades”, afirmou Inocência Mata sobre a estória, que fala de um “menino pequenito, tão ‘minimozito’ que todos os seus dedos eram mindinhos”.

“Mia Couto trabalha com o secretismo discursivo”, afirmou a apresentadora do livro, assegurando: “neste conto, nitidamente de Natal, vamos ler o Mia Couto de sempre”.

O lançamento ocorreu no mesmo dia em que o escritor moçambicano foi homenageado em Portugal pelos 30 anos de vida literária, numa cerimónia em que também recebeu a Medalha de Mérito Grau Ouro e uma cadeira denominada “Princesa de África”.

A distinção denominada “Mia Couto. 30 Anos a Escrever, 30 Anos de Maravilhamento” foi aprovada por todos os partidos com representação na Câmara Municipal de Lisboa, mas foi feita por personalidades da cultura residentes em Portugal, grupo de académicos, representantes da embaixada de Moçambique em Lisboa e responsáveis e colaboradores das editoras LeYa e Caminho.

Fonte de referência: Divulgação Editora LeYa e Editorial Caminho