BARCO POESIA
Um barco atracou no cais (dos meus pensamentos)
e enquanto era varrido pelo agitar das ondas e dos ventos
aproava calmamente em minha alma.
Parou-me; levou-me; atracou-me
e suspenso, navegou-me
nos breves momentos meus de paz e calma.
Um barco carregado de sonhos e esperança
transportou um velho, um jovem, uma criança
levando-os por mares ricos, povoados por seres de mil cores.
Eu fui cais salgado por um dia,
fui barco chamado Poesia,
fui porto de chegada: fui Açores!
Sandra Fernandes,
Meu Porto, Meu Abrigo,
Letras Lavadas edições, Publiçor editores, Ponta Delgada, 2014