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VIDAS SEPARADAS PELO MAR, da jornalista de Santa Catarina, Sheila Calgaro, será lançado nos Açores.

VIDAS SEPARADAS PELO MAR, da jornalista de Santa Catarina, Sheila Calgaro, será lançado nos Açores.

<br /><img src="http://img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/images/29/298dfa66ed5dcf3cbc97987be48919b3&w=420&sx=0&sy=0&sw=254&sh=383&q=75" /><br /><i><br /><br />A jornalista de Itajaí, Santa Catarina, Sheila Ana Calgaro, traz aos Açores um projeto que reúne obra literária, filme e exposição de fotos sobre a pesca industrial no sul Brasil. O Projeto Multimídia será apresentado nas ilhas de Pico, Faial e Terceira, entre os dias 16 e 20 de novembro, com o patrocínio do Governo Regional dos Açores, Direção Regional das Comunidades e o apoio cultural do Blog Comunidades da RTPAçores e a Casa dos Açores Ilha de Santa Catarina.<br /><br />Lélia Pereira S.Nunes<br />Florianópolis,13 de novembro de 2010</i>

O projeto compreende o lançamento do livro Vidas Separadas pelo Mar, no qual a autora conta memórias e histórias de vidas de pessoas ligadas à pesca industrial de Santa Catarina, estado brasileiro com forte influência da cultura açoriana. Além da obra literária, também será apresentado o filme Ciclo das Horas, com 30 minutos de duração, onde o público poderá visualizar a rotina destes pescadores em mar e em terra e ouvir seus relatos e de seus familiares.
Estão previstas apresentações nas Ilhas Terceira,Faial e Pico.
Na Ilha Terceira, se realizará no dia 16 de novembro(terça-feira), às 18h, na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo. No Faial, o projeto será lançado no dia 18(quinta-feira), às 19h, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça. E, no Pico, será no Museu dos Baleeiros, dia 19(sexta-feira), às 21h.
        VIDAS SEPARADAS PELO MAR, da jornalista de Santa Catarina, Sheila Calgaro, será lançado nos Açores.
Acontecerá uma exposição de fotos,extratos da obra literária e palestra proferida pela autora sobre a sua experiência vivenciada em alto-mar,num barco de pesca, junto a um grupo de dez pescadores, no litoral de Santa Catarina. Todo este projeto teve como objetivo maior registrar memórias e vivências de “anônimos” que somem frente aos números e dados oficiais. Afinal, muitas são as pessoas com histórias para contar, mas poucas são aquelas dispostas a ouvir.

Sobre o livro “Vidas separadas pelo mar”:
Reúne diferentes histórias de vidas que ajudam a traçar um paralelo sobre os aspectos sócio-culturais dos embarcados e a contar a trajetória da pesca industrial em Santa Catarina e no Brasil. São histórias do Pinta Preta, pescador português que trabalhou em embarcações ainda movidas a carvão e foi pioneiro em explorar os mares do extremo-sul do Brasil. A vida de Virgínia, solitária em sua casa, convivendo com a constante espera pelo marido. As lembranças de Ricardo, sobrevivente de um naufrágio. A tristeza de Salma Benta, ao perder três filhos para o mar. As mãos milagrosas da benzedeira. Dona Lica a abençoar o Santa Luzia, que voltou com o porão cheio de peixe. A intensa procura por emprego, enfrentada por Luiz Carlos, após abandonar a pesca para tentar uma vida em terra.
Histórias também partilhadas por Sheila, a bordo do barco Monkfish, durante cinco dias em alto-mar. “Foi a maneira mais viva que encontrei para trazer minhas impressões e sensações ao texto meramente informativo. Para relatar a rotina estafante destes homens a puxar centenas de metros de rede, durante o dia inteiro”, explica a autora. Desta forma, o livro se divide em 14 capítulos com histórias de vidas e aqueles nos quais a autora narra, em primeira pessoa, a experiência em alto-mar.
VIDAS SEPARADAS PELO MAR, da jornalista de Santa Catarina, Sheila Calgaro, será lançado nos Açores.
Sobre o Documentário:
No mar, eles são pescadores apaixonados pelo trabalho ou condenados a um emprego que carece da aplicação das leis trabalhistas. Em terra, eles são pais e maridos que dividem seu tempo entre partidas e reencontros, convivendo com a saudade e a ausência da família. O documentário “Ciclo das Horas” mostra os relatos destes pescadores industriais, acostumados à rotina de semanas no mar e poucos dias em terra, além de depoimentos dos filhos e das esposas que enfrentam a constante espera pelo retorno.
O filme, com direção e roteiro de Sheila Ana Calgaro, foi produzido de forma totalmente independente e revela exclusivamente as vidas dos pescadores e familiares do barco no qual a jornalista participou da viagem.
O trabalho contou com a produção de Simone Castro e fotografia/artes de Mederijohn Corumbá e montagem/finalização de Luciana Siebert.

Exposição Itinerante e projetos Futuros:

O projeto foi ampliado também para uma exposição itinerante, com fotos dos personagens entrevistados e extratos do livro. A exposição já percorreu diversas cidades do litoral de Santa Catarina,além do Distrito Federal. Todas as fotografias foram feitas pela jornalista e o fotógrafo Elton de Souza.
Sheila também doou 450 exemplares à escolas públicas e particulares catarinenses, pesquisadores brasileiros, universidades, associações e sindicatos da pesca. “Quero que este livro sirva como um projeto social e pedagógico, valorizando as histórias destes pescadores (…)”
A autora, numa parcerias com professores de Itajaí, levou o projeto para sala de aula, promovendo palestras sobre a vida do pescador industrial.
“Muitas crianças e jovens têm pescadores em suas famílias. Mostrar a importância das memórias destas pessoas é fundamental para que estes alunos também entendam a história da nossa cidade”.
Apoios:
No Brasil, o projeto conta com o patrocínio cultural da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de Itajaí, Prefeitura de Itajaí e os apoios da Editora Maria do Cais, Multilog e Sindicato dos Trabalhadores da Pesca em Itajaí.

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Notas Biográficas: Sheila Ana Calgaro nasceu em Itajaí (SC), no dia 20 de agosto de 1985. Formou-se em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí em julho de 2007 e, como Trabalho de Conclusão de Curso, apresentou o livro “Vidas separadas pelo mar”. Já trabalhou nas áreas de rádio, televisão, impresso, assessoria de comunicação e cinema. Sempre gostou de trabalhar com histórias de vidas e a opção em escrever um livro garantiu a possibilidade de relatar as memórias de personagens “anônimos”.