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Cultura 06 out, 2021, 11:33

Presidentes lembram falecido escritor Cristóvão de Aguiar (Vídeo)

Os antigos presidentes do governo regional, Mota Amaral e Carlos César, lamentaram, no domingo, a morte do escritor Cristóvão de Aguiar.

Ouvidos pela RTP-Açores, elogiaram a obra e a personalidade do autor açoriano.
Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apresentou  as condolências à família do escritor açoriano, que morreu na terça-feira aos 81 anos, e recordou a sua obra.

Em comunicado, o Presidente da República lembrou a sua obra integralmente reeditada nos últimos anos, que mereceu diversos reconhecimentos nos Açores e prémios como o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores.

Recordou igualmente que Cristóvão de Aguiar recebeu também as insígnias de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

"Açoriano de São Miguel, estudou Filologia Germânica em Coimbra, e nessa mesma universidade foi leitor de Língua Inglesa. Redator e colaborador da revista Vértice, publicou coletâneas de poemas, ensaios e livros de ficção, dando nos seus romances, como a trilogia "Raiz Comovida", testemunho das comunidades açorianas, da emigração e da guerra na Guiné, onde combateu", é referido na nota.

O Presidente da Republico destacou ainda "Relação de Bordo, o seu projeto literário mais duradouro, um diário onde ao longo de meio século (1965-2015) deixou, à maneira de Torga, as suas impressões pessoais e o seu comprometimento cívico".

O escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, natural do Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, morreu na terça-feira aos 81 anos, em Coimbra, disse à agência Lusa Chrys Chrystello, presidente da Associação Internacional Colóquios da Lusofonia.

Cristóvão Dias de Aguiar nasceu a 08 de setembro de 1940, no Pico da Pedra, e era uma referência da literatura, com um longo percurso iniciado em 1965 com a publicação do livro de poesia "Mãos vazias".

Na sua vasta obra literária, destacam-se a trilogia romanesca "Raiz Comovida", "o Braço Tatuado" — onde relata a sua experiência como combatente na Guiné durante a Guerra Colonial — e "Relação de Bordo", conjunto de diários que abrange os anos de 1965 a 2015.

Traduziu ainda a "A Riqueza das Nações", de Adam Smith, numa edição da Fundação Calouste Gulbenkian.

Cristóvão de Aguiar venceu, entre outros, o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores/Câmara Municipal do Porto e o Prémio Literário Miguel Torga/Cidade de Coimbra.

Distinguido por diversas instituições e em várias áreas, Cristóvão de Aguiar foi, em 2001, agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique.

O escritor recebeu também a insígnia Autonómica de Reconhecimento da Região Autónoma dos Açores e a medalha de mérito municipal do concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, de onde é natural.

Ao longo de 40 anos de vida literária foi também homenageado pela Reitoria da Universidade de Coimbra, através da edição de uma publicação onde é reconhecido como um escritor de mérito.

Cristóvão de Aguiar foi, ainda, homenageado pela Universidade do Minho e pela Secretaria Regional da Cultura dos Açores, por ocasião dos 50 anos de vida literária, com a edição das suas obras completas entre 2015 e 2020.

RTP e Lusa

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