O Atlantic Connect Group anunciou ter interposto uma providência cautelar para suspender os efeitos da decisão do Conselho de Administração da SATA.
A medida visa contestar a exclusão da sua proposta e o encerramento do concurso de privatização da Azores Airlines, sem que um investidor tenha sido selecionado.
A decisão do Governo Regional dos Açores de encerrar o processo em curso, a poucos meses do prazo imposto por Bruxelas, e avançar para uma negociação particular levanta sérias preocupações.
Segundo o comunicado do Atlantic Connect Group, esta opção “empurra a Azores Airlines para um cenário de rutura”, sem alternativas credíveis e atempadas.
O grupo, que participou no processo com propostas sólidas e compromissos financeiros, defende que a responsabilidade pelo desfecho, que pode ditar a insolvência da companhia aérea, recai sobre quem decidiu encerrar o concurso.
Questiona ainda a coerência e credibilidade do novo procedimento, com a nomeação de um “supervisor independente” que esteve associado ao anterior júri.
O Atlantic Connect Group afirma ter agido de boa-fé e não pode ser responsabilizado por este resultado.