A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais nos Açores saudou hoje como uma “importante conquista” a decisão de manter o Serviço de Hemodiálise no Hospital de Ponta Delgada, salvaguardando a natureza pública da resposta. Contudo, a delegação regional sublinha que se manterá “atenta” ao compromisso assumido pelo Governo Regional.
O anúncio, feito pelo Presidente do Executivo açoriano, veio dissipar dúvidas após o incêndio que afetou o Hospital do Divino Espírito Santo em maio de 2024 e onde chegou a ser equacionada a privatização do serviço – para a APIR, esta manutenção é “um passo relevante”, mas “não encerra o processo”.
Apesar do contentamento, a associação levanta questões cruciais sobre as futuras instalações – quer saber se as salas atuais serão remodeladas ou se será construída uma nova unidade, com sanitários e vestiários adequados, uma moderna estação de tratamento de água que permita “aplicar a técnica de alto fluxo” e gabinetes de apoio essenciais.
Questiona-se ainda o que significa, na prática, a indicação de que “todos os serviços ficarão instalados no perímetro do hospital”, nomeadamente se a Hemodiálise terá edifício próprio e sem ligação interna à estrutura principal.
A APIR reitera a sua “total disponibilidade” para colaborar, visando assegurar “condições de tratamento seguras, dignas e de elevada qualidade” para os doentes renais crónicos do arquipélago.