A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada manifestou hoje profunda preocupação com a medida de alteração da União Europeia que exige a utilização de novos Raio-X e que impede os pescadores de várias ilhas de escoarem o pescado por via aérea.
Em comunicado, a Associação diz que a situação não deve ser encarada apenas como um constrangimento operacional pontual, mas como o reflexo da ausência de investimento estruturado por parte das entidades com responsabilidade direta na gestão de infraestruturas aeroportuárias e na operação do transporte aéreo de carga.
De acordo com os empresários, o regulamento europeu está em vigor há vários anos e impunha já às entidades gestores aeroportuárias a obrigação de assegurar que os aeroportos dispõem de equipamentos e das condições técnicas necessárias ao cumprimento das normas europeias de segurança.
Afirmam ainda que é fundamental que as entidades competentes encontrem respostas eficazes para assegurar o escoamento do pescado.
Em comunicado, a SATA esclarece que apesar dos esforços atempadamente desenvolvidos na aquisição dos equipamentos para o rastreio de carga e correio para as ilhas Graciosa, São Jorge, Flores, Faial e Santa Maria, este Raio-X ainda não está disponível e aguardam, na maioria dos casos, o seu desalfandegamento.
A instalação dos equipamentos deverá estar concluída até meados deste mês.
O Grupo SATA diz que adotou medidas de mitigação, mas ainda poderão surgir constrangimentos.