Geoparque Açores em 5 minutos
A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores.
A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores.
O Geoparque Açores participou na 53.ª Reunião do Comité de Coordenação da Rede Europeia de Geoparques realizada no Geoparque Karavanke-Karawanken (um geoparque transfronteiriço que inclui as montanhas Karavanke na Eslovénia e Áustria). Este encontro reuniu representantes de todos os Geoparques Mundiais da UNESCO na Europa e é um momento central para o acompanhamento dos trabalhos da rede e para a definição das orientações estratégicas que enquadram o funcionamento dos geoparques a nível europeu. A participação do Geoparque Açores é muito importante e permite assegurar a representação formal do território no contexto da Rede Europeia, participar nas sessões de trabalho do Comité de Coordenação e nas reuniões técnicas dedicadas à gestão, geoconservação, educação, turismo sustentável e comunicação. Durante esta reunião definem-se também ações a desenvolver no âmbito dos diferentes grupos de trabalho que existem na rede europeia. O Geoparque Açores tem um papel importante no grupo de trabalho de geoparques em áreas vulcânicas, cujo catalisador é o Prof. João Carlos Nunes. Nesta reunião será lançado um livro dedicado às lendas de cada território, que têm origem de alguma forma em elementos da geodiversidade. Na reunião discutiram-se ainda as metodologias de avaliação e processos de monitorização face às prioridades definidas pela UNESCO para os geoparques nos próximos anos. Para além das sessões plenárias, foram também realizadas sessões de apresentação de projetos europeus, onde foi possível reforçar contactos, identificar oportunidades de cooperação e partilhar experiências com outros territórios. A participação nestes encontros é fundamental para garantir o cumprimento dos requisitos dos Geoparques Mundiais da UNESCO, assegurando que o Geoparque Açores se mantém alinhado com as orientações internacionais e com a dinâmica de evolução da rede. Contribui também para reforçar a visibilidade externa do arquipélago, fortalecer parcerias, acompanhar tendências e metodologias atualizadas, e consolidar o papel do Geoparque Açores enquanto território ativo, colaborativo e comprometido com a geoconservação e o desenvolvimento sustentável.
O Festival das Reservas da Biosfera de Portugal regressou com a sua quarta edição, celebrando a riqueza natural, cultural e humana dos territórios classificados pela UNESCO. Este ano, o grande palco do festival foi a ilha do Corvo, que recebeu um vasto conjunto de atividades dedicadas à conservação, sustentabilidade e valorização das Reservas da Biosfera. A iniciativa destaca o compromisso contínuo destas regiões em promover o equilíbrio entre as comunidades locais e o património natural que as distingue. A par do evento principal, as Reservas da Biosfera da Graciosa, Flores e Fajãs de São Jorge juntaram-se a esta comemoração através de 'eventos espelho', reforçando a união e o trabalho em rede entre os diferentes territórios dos Açores reconhecidos através do programa MaB da UNESCO. A programação reúne especialistas, técnicos, autoridades e a comunidade, promovendo debates, apresentações e momentos de partilha sobre temas como energias renováveis, geoconservação, gestão de habitats, bem-estar e desafios das mudanças globais. As sessões contam com a participação de várias entidades regionais e nacionais ligadas ao Programa MaB da UNESCO.
A Junta de Freguesia dos Altares, na ilha Terceira, em parceria com o Geoparque Açores, promoveu no final do mês de fevereiro 'Vulcões: o Belo e o Horrível', uma iniciativa do Clube da Biblioteca dos Altares, que contou com 22 crianças e jovens. A atividade foi dedicada à descoberta das duas dimensões do vulcanismo: a beleza do património geológico e o potencial destrutivo das erupções. Parceira do Geoparque Açores desde 2020, a junta de freguesia reforçou, com esta ação, o seu compromisso com a valorização da geodiversidade local e com o envolvimento da comunidade mais jovem na compreensão da identidade vulcânica do território. Ao longo da atividade, as crianças foram desafiadas a olhar para os elementos geológicos da sua freguesia, como parte integrante da sua história e da identidade local. O Pico Matias Simão e o Pico Rachado estiveram no centro da conversa, simbolizando 'o belo': a herança natural que molda a paisagem, inspira curiosidade e reforça o sentimento de pertença face ao território. Mas o vulcanismo não existe apenas na sua face encantadora, e a iniciativa quis também mostrar 'o horrível': os riscos associados às erupções e a forma como as comunidades devem agir perante um fenómeno deste tipo. Falou-se do impacto das erupções vulcânicas, da importância da preparação e, sobretudo, do papel fundamental do núcleo local de proteção civil, cuja ação preventiva e formativa é essencial. A componente prática da atividade foi um dos momentos mais entusiasmantes para os participantes. As crianças construíram o seu próprio vulcão em massa de modelar e realizaram uma 'erupção efusiva', recriando de forma lúdica e segura o comportamento típico deste tipo de erupção. Entre espuma, cor e descoberta, aprenderam como a ciência pode ser fascinante quando ganha forma nas próprias mãos. A iniciativa terminou com muitas perguntas e a certeza de que compreender o território é o primeiro passo para o respeitar, proteger e valorizar. A Junta de Freguesia dos Altares e o Geoparque Açores reforçam, assim, uma parceria ativa que continua a aproximar os mais jovens do património geológico e da realidade única em que vivem, promovendo conhecimento, identidade e responsabilidade.
A Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) é uma iniciativa da Federação EUROPARC que promove o desenvolvimento de um turismo sustentável em Áreas Protegidas e Classificadas da Europa, através de um compromisso voluntário entre entidades públicas, gestores de áreas protegidas, empresas turísticas e comunidades locais, e que pretende compatibilizar conservação, bem-estar da população e qualidade da experiência turística. Em Portugal, vários territórios já foram galardoados com esta distinção: Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Montanhas Mágicas (Montemuro, Arada, Gralheira e Geoparque Arouca), Parque Nacional da Peneda-Gerês, Terras do Lince (incluído no território do geoparque naturtejo) e Terras do Priolo. O priolo é uma espécie de ave endémica da ilha de São Miguel, mais especificamente da zona montanhosa localizada a leste desta ilha, que abrange os concelhos do Nordeste e da Povoação. Vive predominantemente na Serra da Tronqueira e no Pico da Vara, na parte leste da ilha de São Miguel. Alimenta-se basicamente da flora (flores) da floresta laurissilva. Um dos grandes motivos da sua quase extinção foi, além da destruição do habitat natural, a perseguição que lhe foi movida no século XIX durante o ciclo da laranja, justamente pela grande destruição que fazia nas flores das laranjeiras. Nos Açores, as Terras do Priolo (que incluem os concelhos do Nordeste e Povoação, na ilha de São Miguel) aderiram à Carta Europeia de Turismo Sustentável em 2012, reconhecendo o trabalho desenvolvido para garantir a sustentabilidade, alinhando com a conservação da natureza e o respeito pela identidade local. Este território integra múltiplos geossítios do Geoparque Açores: Caldeira do Vulcão das Furnas, Pico da Vara e Planalto dos Graminhais, Caldeira da Povoação, Salto da Farinha, Vale da Ribeira Quente e o Vale da Ribeira do Faial da Terra.
A promoção dos territórios enquanto destinos turísticos sustentáveis e centrados na valorização das comunidades locais permanece uma das principais missões dos Geoparques Mundiais da UNESCO. Nesse sentido, o Geoparque Açores marcará novamente presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorrerá entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março, reforçando o compromisso com a divulgação da identidade geológica, natural e cultural do arquipélago. Integrado no stand dos Geoparques Portugueses, o Geoparque Açores participará numa representação conjunta que reúne todos os Geoparques Mundiais da UNESCO em Portugal - Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros, Oeste e Estrela - assim como os dois territórios atualmente aspirantes a Geoparque Mundial da UNESCO: Litoral de Viana do Castelo e Algarvensis. Esta presença coletiva reforça o posicionamento dos geoparques nacionais enquanto destinos de excelência e de sustentabilidade, promovendo a identidade natural e cultural dos territórios e valorizando as parcerias no desenvolvimento de serviços e produtos identitários do território. Durante o evento, o Geoparque Açores dará destaque ao trabalho desenvolvido com os seus parceiros e à importância crescente dos geoprodutos como ferramentas de valorização económica e cultural das comunidades locais. A participação na BTL constitui também uma oportunidade para consolidar a Rede de Parceiros do Geoparque Açores e o estabelecimento de novas colaborações estratégicas alinhadas com o desenvolvimento sustentável do território. Terá lugar uma sessão de discussão pública dedicada ao tema '9 Ilhas - 1 Geopark: Uma Estratégia Integrada para o Turismo Sustentável dos Açores', que reunirá responsáveis nas áreas do turismo e do ambiente. Foram ainda convidados a participar os associados da GEOAÇORES e a associação de municípios, reforçando a importância de uma visão conjunta e integrada para o futuro sustentável do destino Açores enquanto destino UNESCO. A participação do Geoparque Açores na BTL 2025 reafirma o seu papel enquanto agente ativo na promoção de um turismo responsável, focado no bem-estar das comunidades e na preservação da autenticidade dos territórios.
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