Geoparque Açores em 5 minutos
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12 Mai, 2026
12 Mai, 20268min
Novo Parceiro | Materramenta
No passado dia 5 de maio, André Castro, presidente da GEOAÇORES, e Luís Vasco Cunha, proprietário da Materramenta, assinaram o protocolo que formaliza a parceria entre o Açores Geoparque Mundial da UNESCO e a Adega Materramenta, representando um importante reforço na valorização do território, aliando património geológico, cultura e produção local. Sediada nos Biscoitos, na ilha Terceira, a Adega Materramenta afirma-se como um projeto que conjuga a produção vitivinícola com assinatura vulcânica, alojamento local e serviços de enoturismo, proporcionando experiências autênticas e diferenciadoras aos visitantes. A formalização da parceria entre o Açores Geoparque Mundial da UNESCO e a Adega Materramenta representa um importante reforço na valorização do território, aliando património geológico, cultura e produção local. Sediada nos Biscoitos, na ilha Terceira, a Adega Materramenta afirma-se como um projeto que conjuga a produção vitivinícola com assinatura vulcânica, alojamento local e serviços de enoturismo, proporcionando experiências autênticas e diferenciadoras aos visitantes. No âmbito desta colaboração, todos os vinhos atualmente produzidos pela Materramenta passam a integrar a lista de GEOProdutos do Geoparque Açores. Esta integração reflete o compromisso com práticas sustentáveis, a valorização do património natural e a promoção da identidade açoriana. Destaca-se, neste contexto, um projeto particularmente inovador: um vinho em estágio no Algar do Carvão. Este geossítio de relevância internacional oferece condições naturais únicas, caracterizadas pela ausência de luz, temperatura estável e elevada humidade, fatores reconhecidos como potenciadores de processos de envelhecimento diferenciados em ambientes subterrâneos. O resultado será um produto singular, profundamente ligado ao território e à sua geodiversidade. Esta parceria reforça o papel da Materramenta enquanto agente ativo na dinamização do território, contribuindo para a diversificação da oferta turística e para a criação de produtos de elevado valor acrescentado. A integração deste novo parceiro consolida a estratégia do Geoparque Açores na criação de sinergias, valorizando o património geológico como motor de desenvolvimento sustentável.
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05 Mai, 2026
05 Mai, 20266min
Geossítios | Fajãs do Ouvidor e da Ribeira da Areia
As Fajãs do Ouvidor e da Ribeira da Areia, localizadas na costa norte da ilha de São Jorge, constituem um importante geossítio do Geoparque Açores. Em conjunto com a Fajã das Pontas, são as únicas fajãs lávicas da costa norte da ilha, onde predominam as fajãs detríticas. A Fajã do Ouvidor está associada a escoadas lávicas emitidas pelo Pico Areeiro, um cone vulcânico implantado na cordilheira central, localizado a cerca de três quilómetros de distância, formado há aproximadamente 2530 anos. Trata-se de uma das maiores fajãs lávicas da ilha, dotada de um bom porto de mar - considerado o melhor da costa norte -, que apoia embarcações de recreio e de pesca. A fajã é também um tradicional local de banhos, apresentando várias poças e piscinas naturais, entre as quais se destaca a Poça Simão Dias, a maior e mais conhecida. A Fajã do Ouvidor exibe disjunções prismáticas nas suas arribas, assim como diversas grutas litorais, sendo a mais extensa a Furna do Lobo, com mais de 50 metros de comprimento. Observam-se ainda, nas duas fajãs, arcos lávicos. Este conjunto de características confere às Fajãs do Ouvidor e da Ribeira da Areia um elevado valor científico, educativo e geoturístico, sendo classificadas como geossítio do Geoparque Açores, com relevância regional. Inserida na Fajã do Ouvidor, a Poça Simão Dias destaca-se como uma das piscinas naturais mais emblemáticas da ilha de São Jorge, considerada por muitos um verdadeiro paraíso natural. A sua singularidade geológica resulta da presença de impressionantes formações basálticas com disjunções colunares ou prismáticas, constituídas por grandes colunas verticais de basalto. Estas estruturas formam-se devido às contrações ocorridas durante o arrefecimento e solidificação da lava, preservando testemunhos de excecional interesse científico. Com o objetivo de assegurar a proteção dos valores naturais, a manutenção da sua integridade e da respetiva área envolvente, a Poça Simão Dias foi oficialmente classificada como Monumento Natural de Interesse Municipal.
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28 Abr, 2026
28 Abr, 20268min
Geossítios | Península do Capelo
A Península do Capelo, situada no setor ocidental da ilha do Faial, corresponde a uma notável cordilheira vulcânica formada por um alinhamento de mais de duas dezenas de pequenos vulcões, na sua maioria cones de escórias, que se desenvolvem desde o bordo oeste da Caldeira do Faial até ao Vulcão dos Capelinhos. Este alinhamento apresenta uma orientação geral WNW?ESE e resulta de diferentes episódios de atividade vulcânica subaérea, associados a vulcanismo do tipo fissural ? ao longo de fissuras a partir das quais foram emitidos piroclastos e extensas escoadas basálticas que fluíram tanto para norte como para sul. Entre os elementos mais marcantes deste geossítio destaca-se o Cabeço do Fogo Erupção Histórica do Cabeço do Fogo 1672/73: Em setembro de 1671, fizeram-se sentir vários abalos premonitórios, primeiro fracos, mas consequentemente aumentando de intensidade. As populações da Praia do Norte e do Capelo rapidamente abandonaram as suas casas, temendo que caíssem, passando a viver em barracas de palha. A atividade vulcânica iniciou-se no Cabeço então chamado de Rilha-Boi, na madrugada do dia 24 de abril de 1672. A erupção, do tipo estromboliano, caracterizou-se pela alternância de fases efusivas e explosivas. As fases efusivas foram responsáveis pela emissão de escoadas lávicas do tipo pahoehoe e aa , que percorreram as encostas norte e sul da Península do Capelo atingindo o mar. As fases explosivas incluíram a projeção de cinzas (estas atingiram toda a ilha do Faial chegando mesmo à vizinha ilha do Pico), lapilli e bombas vulcânicas que, ao acumular-se, acabaram por formar um cone de escórias, o Cabeço do Fogo. Este evento eruptivo teve consequências humanas e materiais muito significativas: causou várias vítimas mortais, destruiu 307 casas, deixou cerca de 1200 pessoas desalojadas, inutilizou extensas áreas agrícolas e foi responsável pela emigração de aproximadamente 200 pessoas para o Brasil, marcando profundamente a história e a ocupação do território faialense. A Península do Capelo integra ainda diversas estruturas vulcânicas como crateras múltiplas ou alongadas, resultantes da atividade fissural, e algares vulcânicos. Entre estes destaca-se a Furna Ruim, um algar com cerca de 55 metros de profundidade, implantado no Cabeço Verde. A Península do Capelo é considerada um geossítio relevância regional, constituindo um dos mais impressionantes testemunhos da história vulcânica recente da ilha do Faial.
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21 Abr, 2026
21 Abr, 20268min
Dia Internacional da Mãe Terra | Dia Nacional do Património Geológico
No dia 22 de abril, o planeta ganha voz. Celebra-se o Dia Internacional da Mãe Terra, uma data que convida a parar e refletir sobre a relação entre a Humanidade e o território que a sustenta. Mais do que uma comemoração simbólica, este dia é um poderoso lembrete de que a Terra não é um recurso inesgotável, mas sim um sistema vivo, complexo e frágil, do qual dependem todas as formas de vida. Associado a esta efeméride, em Portugal assinala-se também o Dia Nacional do Património Geológico, Grupo Português da ProGEO (Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico) decidiu proclamar 22 de abril como Dia Nacional do Património Geológico. Esta data é uma referência na sensibilização da população para o reconhecimento do valor do Património Geológico como parte integrante do Património Natural e ao mesmo tempo motivar entidades e órgãos de comunicação social para o debate sobre o papel da Geologia na sociedade contemporânea. O que é o património geológico? Proteger este património significa preservar a memória da Terra e garantir que as gerações futuras possam aprender, admirar e usufruir de paisagens únicas e irrepetíveis. Compreender a Terra é o primeiro passo para a proteger. Associando-se a esta efeméride, o Geoparque Açores, em colaboração com os seus parceiros, promove um conjunto alargado de atividades em várias ilhas, convidando a população a descobrir, conhecer e valorizar o património geológico através da ciência, da educação ambiental e do contacto direto com a natureza.
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14 Abr, 2026
14 Abr, 20268min
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
No próximo dia 18 de abril assinala-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, instituído em 1982 pelo ICOMOS e reconhecido pela UNESCO no ano seguinte. Esta data convida a refletir sobre a diversidade do património cultural e sobre a importância de o proteger, valorizar e compreender. É também um momento que lembra que cada edifício e cada rua guardam histórias, memórias e materiais que revelam muito mais do que vemos à primeira vista. Ao longo dos últimos anos, o Açores Geoparque Mundial da UNESCO tem contribuído para esta sensibilização através da rubrica (Geo)Cultura, publicada regularmente no Açoriano Oriental. Nesta série, têm sido apresentadas particularidades do património edificado das cidades e vilas, com especial destaque para as rochas utilizadas na construção dos edifícios - materiais que, muitas vezes, são testemunhos diretos dos vulcões que moldaram o arquipélago. Esta recolha contínua de informação tem enriquecido o conhecimento disponível e revelado novas histórias associadas aos lugares que se habitam. Deste trabalho nasceram as GEORotas Urbanas, percursos que cruzam património natural e cultural e que têm sido utilizados tanto como recurso educativo para a comunidade escolar como experiência geoturística apelativa para residentes e visitantes. Deixa-se um convite: Passear pela cidade ou vila com um olhar especial, observar as texturas das paredes, os tons das pedras, os contrastes das fachadas e tudo aquilo que normalmente passa despercebido. E, ao encontrarem algo curioso ou interessante, partilhar. É possível telefonar, enviar um e-mail ou contactar através das redes sociais. Cada partilha ajuda a continuar a construir conhecimento e a valorizar este património que é de todos.
