Os empresários queriam que fosse a SATA a assumir, quer a dívida, quer a capitalização da Azores Airlines – uma pretensão que o júri do concurso para a privatização contesta.
Já no plano operacional, o júri considera que a proposta dos empresários não cumpre práticas habituais de mercado, nem prevê a entrada de qualquer reforço financeiro na companhia pelo consórcio permanecendo o risco económico da operação, totalmente, do lado da SATA.
Finalmente diz o júri que tal como é apresentada na proposta de compra a privatização da Azores Airlines corre o risco de ser qualificada como auxílio de Estado, o que é ilegal.
Não cumpre o caderno de encargos, não respeita condições e obrigações previamente estabelecidas, não salvaguarda os interesses patrimoniais do Grupo SATA e consequentemente os da Região.
É por estes três motivos o júri do concurso para a privatização da Azores Airlines recomenda a rejeição da proposta de compra apresentada pelo grupo de empresários liderados por Carlos Tavares e Tiago Raiano.