Mercado Social de Emprego dos Açores vai ser mais abrangente

Mercado Social de Emprego dos Açores vai ser mais abrangente

Um novo regulamento do Mercado Social de Emprego (MSE) dos Açores, atualmente em elaboração, vai reduzir a burocracia e aumentar a abrangência na apresentação de candidaturas, revelou hoje o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), em nota de imprensa.

A secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, refere que o objetivo é tornar o conjunto de medidas do MSE “mais eficiente e direcionadas para quem necessita”.

O MSE é considerado no arquipélago “o principal instrumento de política pública que regula a ação governativa em matéria de inclusão laboral de desempregados com vulnerabilidades face ao mercado de trabalho, tendo em vista a sua integração ou reintegração laboral”.

De acordo com a titular da pasta do Emprego, pretende-se “consolidar um diploma que reflita uma efetiva parceria entre administração pública, entidades sem fins lucrativos e o setor empresarial da região, para que dessa relação tripartida possa resultar uma estratégia duradoura para a superação laboral e a inclusão social dos beneficiários do MSE”.

O projeto de novo regulamento já foi apresentado pela secretária regional aos parceiros Sociais para apreciação e só depois dessa consulta o documento será submetido a Conselho do Governo, de forma a substituir um diploma em vigor há mais de 24 anos, “desadequado do contexto social e económico atual”.

De acordo com o Governo dos Açores, passam a estar incluídos no público-alvo do MSE – além dos beneficiários já previstos no regulamento ainda em vigor – as vítimas de violência doméstica, os desempregados com idade igual ou superior a 55 anos, os desempregados de muito longa duração (dois anos) e os refugiados.

Por outro lado, o processo de candidaturas ao MSE passa a ser realizado no portal emprego.azores.gov.pt, permitindo que as entidades que concorrem às diferentes medidas possam ali acompanhar e gerir o processo.

O novo regulamento, acrescenta o executivo, reforça a intervenção das entidades sem fins lucrativos (incluindo as instituições particulares de solidariedade social) e do setor empresarial na execução das medidas do MSE, tal como integra “um conjunto de respostas articuladas entre os departamentos do Governo Regional com responsabilidade na área social e na área do emprego”.

Lusa