As seculares romarias quaresmais de São Miguel, uma tradição com mais de 500 anos, estão a preparar a sua candidatura a Património Mundial da UNESCO.
A notícia foi avançada esta sexta-feira por Rui Melo, presidente do Movimento de Romeiros.
Esta manifestação religiosa e cultural única, que já garantiu a sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial a partir de 2025, é um pilar da identidade micaelense.
Rui Melo destaca a “valorização cultural” deste passo, com o processo para a UNESCO a “evoluir durante este ano e no próximo”.
Os romeiros de São Miguel, com xaile, lenço e bordão, percorrem a ilha em oração e cânticos que atravessam gerações.
Esta candidatura internacional representa o “reconhecimento histórico” de uma prática que se mantém viva, passada de “geração em geração”, e que já atrai interesse académico de outros países.